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O erro comum no pós-banho que potencializa o frizz nos cabelos

Sair do banho e, quase que por reflexo, esfregar vigorosamente os fios com uma toalha é um hábito enraizado na rotina de higiene de milhões de brasileiros. No entanto, o que parece ser apenas uma forma prática de acelerar a secagem pode ser o principal responsável pelo aspecto arrepiado e desalinhado dos cabelos. Especialistas em cuidados capilares alertam que esse gesto automático é um dos maiores vilões para quem busca manter as madeixas saudáveis e com menos frizz.

A ciência por trás do atrito capilar

O problema fundamental reside na estrutura da fibra capilar quando está molhada. Durante a lavagem, as cutículas do cabelo — pequenas escamas que protegem o córtex — ficam levemente abertas devido à umidade e ao pH dos produtos de limpeza. Nesse estado, o fio torna-se extremamente vulnerável a danos mecânicos. Ao esfregar a toalha, cria-se um atrito excessivo que levanta ainda mais essas cutículas, tornando a superfície irregular e propensa ao embaraçamento.

Além do aspecto estético, a fricção constante pode comprometer a integridade do fio a longo prazo. O esforço mecânico repetido enfraquece a estrutura capilar, favorecendo a quebra e o surgimento de pontas duplas. Profissionais da área ressaltam que, ao contrário do que muitos pensam, a força aplicada na secagem não acelera o processo de forma segura; pelo contrário, ela apenas agride a cutícula, que, ao secar, mantém o formato irregular, resultando no indesejado efeito arrepiado.

Alternativas para uma secagem saudável

Para minimizar os danos, a recomendação dos cabeleireiros é substituir o movimento de fricção pela técnica de pressão suave. O ideal é retirar o excesso de água ainda sob o chuveiro, utilizando as mãos para espremer delicadamente o comprimento dos fios. Após sair do banho, o uso de uma toalha de microfibra ou até mesmo de uma camiseta de algodão limpa é preferível, pois esses materiais possuem fibras mais finas e menos agressivas que as toalhas de banho convencionais.

Ao utilizar o tecido, a orientação é pressionar suavemente as mechas, permitindo que o material absorva a umidade naturalmente. O uso de turbantes também é comum, mas exige cautela: o acessório não deve ser apertado e nem permanecer na cabeça por tempo excessivo. Manter o cabelo preso e úmido por longos períodos pode, inclusive, criar um ambiente favorável à proliferação de fungos no couro cabeludo, além de não contribuir para o controle do frizz.

Finalização e cuidados complementares

Após a remoção do excesso de água, a rotina de cuidados deve seguir com produtos adequados. A aplicação de um leave-in, conforme indicado pela Sociedade Brasileira de Dermatologia, ajuda a selar as cutículas e facilita o desembaraço, criando uma barreira protetora contra agentes externos. Caso o uso de secador seja necessário, a proteção térmica é indispensável, assim como o controle da temperatura do aparelho.

Adotar essas mudanças simples na rotina de cuidados não exige investimentos complexos, mas exige atenção aos detalhes. Ao reduzir o atrito e tratar os fios com delicadeza, é possível notar uma melhora significativa na textura e no brilho dos cabelos. Continue acompanhando O Parlamento para mais conteúdos sobre bem-estar, saúde e dicas práticas que facilitam o seu dia a dia com informação de qualidade e credibilidade.

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