Tarcísio defende atuação da polícia paulista no caso Dark Horse e confirma envio de provas à PF

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), manifestou apoio nesta terça-feira (25) ao trabalho desenvolvido pela Polícia Civil do estado nas investigações envolvendo a produtora responsável pelo filme Dark Horse, obra que retrata a trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). O posicionamento ocorre em meio a questionamentos sobre o ritmo das apurações e a necessidade de cooperação entre as esferas estadual e federal.
A atuação da Polícia Civil e o compartilhamento de provas
Durante um evento público realizado em Santana, na zona norte da capital paulista, o governador refutou críticas de adversários políticos, especialmente do PT, que sugeriam uma possível morosidade proposital nas investigações. O inquérito apura se a Go Up Entertainment, empresa gerida pela empresária Karina da Gama, teria sido beneficiada por recursos desviados da Prefeitura de São Paulo.
Tarcísio enfatizou a independência da corporação paulista frente a pressões políticas. “Isso é um desrespeito com a Polícia de São Paulo. É uma polícia extremamente profissional, é uma polícia de Estado, não é uma polícia de governo”, afirmou o governador. Sobre a determinação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, para o compartilhamento de provas com a Polícia Federal, Tarcísio foi direto: “Obviamente, se tem uma determinação judicial, a determinação vai ser cumprida”.
Contexto das investigações paralelas
O caso envolve duas frentes de apuração distintas que se cruzam na figura da produtora. A Polícia Civil de São Paulo concentra seus esforços em irregularidades contratuais firmadas entre uma entidade gerenciada por Karina da Gama e a gestão do prefeito Ricardo Nunes (MDB), especificamente em um projeto de fornecimento de internet wi-fi para bairros periféricos da capital.
Paralelamente, a Polícia Federal conduz uma investigação própria para verificar se a mesma produtora recebeu repasses provenientes de emendas parlamentares. A operação de busca e apreensão realizada na sede da empresa, ocorrida há quase três meses, foi o ponto de partida para o debate público sobre a condução do caso. Segundo o governador, os trâmites seguem o rito legal estabelecido, e as autoridades competentes continuam o trabalho de coleta e análise de evidências.
O papel das instituições no processo democrático
A declaração de Tarcísio busca blindar a imagem da Polícia Civil de São Paulo, reforçando a narrativa de que as investigações não sofrem interferência do Poder Executivo estadual. A expectativa agora recai sobre os próximos passos da cooperação entre as polícias, um movimento que deve trazer maior transparência ao destino dos recursos públicos sob suspeita.
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