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Goiânia adota tecnologia inédita para conter avanço de arboviroses

A Prefeitura de Goiânia deu início nesta terça-feira (25) a uma nova estratégia no combate ao Aedes aegypti, vetor de doenças que têm pressionado o sistema público de saúde da capital. A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) começou a instalação de armadilhas com a tecnologia In2Care, um dispositivo que promete interromper o ciclo de reprodução do mosquito de forma mais eficiente. O Residencial Itaipu foi o primeiro bairro a receber os equipamentos, que serão distribuídos em larga escala pelas regiões Norte, Sul, Noroeste e Sudoeste da cidade.

Tecnologia como aliada no controle de endemias

O funcionamento das armadilhas In2Care baseia-se em um mecanismo de contaminação cruzada. Ao serem atraídas para o recipiente com água, as fêmeas do mosquito entram em contato com um agente ativo que adere ao seu corpo. Ao deixar o dispositivo, o inseto transporta o produto para outros focos de proliferação, neutralizando larvas e ovos em locais que muitas vezes passam despercebidos pelas equipes de fiscalização tradicional.

Essa tecnologia chega para somar aos esforços dos agentes de combate às endemias, que continuam realizando o trabalho de campo essencial, como a inspeção domiciliar e a eliminação manual de criadouros. A meta da administração municipal é instalar 15 mil unidades do dispositivo, ampliando a cobertura de proteção em áreas consideradas críticas para a proliferação do vetor.

Cenário epidemiológico exige novas medidas

A urgência na adoção de novas ferramentas é justificada pelos dados epidemiológicos recentes. Goiânia registrou 31.207 casos de dengue em 2026, um crescimento de 19,4% em comparação ao mesmo período de 2025, quando foram contabilizadas 26.130 ocorrências. O cenário é ainda mais preocupante em relação à chikungunya, que saltou de 100 casos no ano anterior para 709 confirmações, um aumento expressivo de 609%.

Embora a zika não tenha apresentado novos registros no município nos últimos dois anos, a alta das outras duas doenças mantém a rede de saúde em alerta máximo. A estratégia de enfrentamento também inclui a implementação de 10 mil unidades da tecnologia Inestrap, que começou pela Região Leste e deve cobrir as regiões Campinas-Centro e Oeste nos próximos dois meses.

Integração de métodos contra o mosquito

A combinação de novas tecnologias e o trabalho preventivo é a aposta da gestão municipal para reverter a curva de contágios. Segundo especialistas em saúde pública, o controle vetorial exige uma abordagem multifacetada, unindo a inovação tecnológica à conscientização da população sobre a manutenção de quintais e ambientes livres de água parada. Para saber mais sobre como a saúde pública em Goiás enfrenta esses desafios, continue acompanhando as reportagens de O Parlamento, seu portal de referência em notícias com credibilidade e profundidade.

Para mais informações sobre o combate a endemias, consulte o portal oficial do Ministério da Saúde.

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