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Desespero por socorro: irmã de empresária morta após cirurgia plástica em Goiânia relata negligência

A morte da empresária Andreia Vieira Gaspar, de 51 anos, após uma cirurgia plástica em Goiânia, capital de Goiás, ganhou um contorno dramático com a denúncia de sua irmã, Djiane Vieira. Em mensagens enviadas a um grupo com a equipe médica, Djiane implorou por socorro, alegando que Andreia estava em estado grave e sem atendimento. O caso, que ocorreu na madrugada de 12 de agosto, levanta sérias questões sobre a segurança em procedimentos estéticos e a responsabilidade no pós-operatório.

A família de Andreia acusa negligência no atendimento, afirmando que a empresária apresentou piora significativa na respiração e, mesmo após repetidos pedidos por assistência médica, não recebeu a atenção necessária. O Ministério Público de Goiás (MP-GO) já solicitou a abertura de um inquérito policial para investigar a possível prática de homicídio culposo, adicionando uma camada de seriedade à tragédia que abalou os familiares.

O Grito de Socorro em Meio ao Desespero

O relato de Djiane Vieira é um testemunho pungente da angústia vivida. Segundo ela, as mensagens desesperadas foram enviadas ao grupo de comunicação com a equipe médica enquanto sua irmã agonizava. “A minha irmã tá morrendo. Pelo amor de Deus. Vocês atende, ninguém aparece. Pelo amor de Deus”, escreveu Djiane, evidenciando a sensação de abandono e a urgência da situação.

Este episódio ressalta a importância da comunicação clara e eficiente entre a equipe médica e os familiares, especialmente em momentos críticos do pós-operatório. A percepção de que o socorro não chegou a tempo é um dos pontos centrais da denúncia da família, que busca justiça e esclarecimentos sobre o que realmente aconteceu nas horas que antecederam o falecimento de Andreia.

O Sonho Interrompido e o Alto Custo da Transformação

Andreia Vieira Gaspar, que residia na Espanha há cinco anos, havia retornado a Goiânia para realizar um sonho antigo: a cirurgia plástica. Segundo Djiane, a empresária passou cerca de dois anos economizando para custear o procedimento, que teve um valor expressivo de R$ 118 mil. Esse investimento financeiro e emocional demonstra a profundidade do desejo de Andreia por essa transformação.

A família também aponta que as tratativas com a equipe médica foram iniciadas por meio de redes sociais, e que Andreia não teria tido uma consulta presencial com o médico responsável antes da cirurgia. Essa prática levanta questionamentos sobre a adequação do processo pré-operatório, que idealmente deveria incluir uma avaliação médica detalhada e presencial para garantir a segurança do paciente.

Detalhes do Procedimento e a Causa da Morte

Os procedimentos cirúrgicos de Andreia tiveram início por volta das 7h e se estenderam por aproximadamente dez horas, com seu retorno ao quarto apenas às 17h30. Durante esse longo período, Djiane Vieira permaneceu no hospital, apreensiva com a demora.

Andreia foi submetida a uma série de intervenções no rosto e pescoço, incluindo ritidoplastia profunda, frontoplastia, mentoplastia e blefaroplastia, além de aplicação de gordura facial. Conforme laudo citado pela família, a causa da morte foi trombose aguda e infarto pulmonar, complicações que podem ocorrer em procedimentos cirúrgicos e que exigem monitoramento rigoroso.

Investigação e Posições dos Envolvidos

Diante da gravidade do caso, o Ministério Público de Goiás agiu prontamente, solicitando à Polícia Civil a abertura de um inquérito para apurar a possível ocorrência de homicídio culposo. A família de Andreia, por sua vez, manifesta total disposição em colaborar com as investigações, buscando respostas e responsabilização pelos fatos.

O médico otorrinolaringologista Lessandro Martins, responsável pela cirurgia, expressou seu lamento pelo falecimento da paciente e solidarizou-se com a dor dos familiares. Contudo, em nota, afirmou que não comentaria o caso publicamente, invocando o código de ética médica e o sigilo profissional. Ele garantiu que todos os esclarecimentos serão prestados aos órgãos competentes, confiando que a apuração demonstrará a correção da assistência prestada.

Por sua vez, a defesa do Hospital Ankar, onde o procedimento foi realizado, também se manifestou, lamentando profundamente o ocorrido. O hospital informou que Andreia recebeu atendimento de emergência imediato, com a assistência das equipes médica e de enfermagem, e que todas as medidas necessárias foram adotadas. A instituição ressaltou que os registros do atendimento estão devidamente documentados em prontuário e serão disponibilizados às autoridades para a investigação. Os riscos associados a cirurgias plásticas são um tema de constante debate na área da saúde.

O caso de Andreia Vieira Gaspar serve como um alerta para a importância da escolha criteriosa de profissionais e instituições de saúde, bem como para a necessidade de um acompanhamento pós-operatório atento e responsável. O Parlamento continuará acompanhando de perto os desdobramentos desta investigação, trazendo informações atualizadas e contextualizadas para nossos leitores. Mantenha-se informado sobre este e outros temas relevantes, explorando a variedade de conteúdos que oferecemos, sempre com o compromisso de um jornalismo aprofundado e de qualidade.

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