Goiás em destaque: Nicolly Almeida conquista o Top 5 no Miss Brasil Gay 2026

A beleza, o carisma e a representatividade de Nicolly Almeida, a drag queen que defendeu as cores de Goiás, foram reconhecidos no palco do Miss Brasil Gay 2026. A candidata conquistou o honroso quinto lugar na 44ª edição do renomado concurso, que celebrou a diversidade e a arte drag entre a noite de sábado (22) e a madrugada de domingo (23) no Terrazzo Centro de Eventos, em Juiz de Fora, Minas Gerais.
A classificação de Nicolly Almeida não apenas garantiu a presença de Goiás no seleto grupo das cinco finalistas, mas também ressaltou a força e o talento dos artistas do estado em um dos mais importantes eventos do calendário LGBTQIA+ brasileiro. A vitória nacional ficou com Allessa Paes, representante do Pará, que levou a coroa para casa.
A Conquista Goiana no Miss Brasil Gay
A disputa pelo título de Miss Brasil Gay 2026 foi acirrada, reunindo talentos de todo o país. Além da campeã Allessa Paes, do Pará, o pódio foi completado por Mary Miller, do Distrito Federal, em segundo lugar, e Wend Caster, do Rio de Janeiro, que ficou com a terceira posição. Melissa Oliveira, de Mato Grosso, garantiu o quarto lugar, enquanto Nicolly Almeida, de Goiás, fechou o Top 5, consolidando uma performance memorável. Sofia Smith, do Amapá, também se destacou, terminando na sexta posição.
A presença de Goiás entre os finalistas reforça a visibilidade e o reconhecimento da arte drag goiana em nível nacional. Para a comunidade LGBTQIA+ e para os admiradores do concurso, a conquista de Nicolly Almeida é um marco que inspira e celebra a pluralidade cultural do Brasil, demonstrando que a arte e a representatividade podem transcender fronteiras geográficas.
Elton e a Construção de Nicolly Almeida
Por trás da deslumbrante Nicolly Almeida está Elton, um artista de 35 anos com uma trajetória de quase duas décadas dedicadas à interpretação de sua personagem. Nascido no Espírito Santo e atualmente residente em Macaé, no Rio de Janeiro, Elton é um veterano no universo dos concursos de beleza, participando ativamente desde 2012. Sua jornada até o Miss Brasil Gay é fruto de anos de dedicação e aprimoramento artístico.
Em entrevista, Elton revelou que a competição era um sonho antigo. Sua primeira experiência no Miss Brasil Gay foi em 2024, quando representou Santa Catarina. Aquela participação, segundo ele, foi fundamental para compreender a dinâmica do concurso e se preparar para uma nova oportunidade. Dois anos depois, ele retornou, desta vez representando Goiás, um estado pelo qual desenvolveu um profundo carinho, admiração e respeito, mesmo sem ter tido a chance de conhecê-lo pessoalmente.
Para honrar a representação goiana, Elton mergulhou na cultura e identidade do estado, utilizando as redes sociais e o período de preparação para absorver o máximo de informações. “Fiquei muito feliz em retornar ao concurso representando o estado de Goiás, pois é um estado que eu tenho muito carinho, admiração e respeito”, afirmou o artista. A classificação no Top 5 solidifica essa conexão e reforça a importância de sua participação, com planos de estreitar ainda mais os laços com Goiás, incluindo a intenção de visitar o estado e explorar seus locais históricos e culturais.
Para Elton, a participação no concurso carrega um significado ainda maior, resumido em uma frase que guiou sua jornada: “Que a nossa presença nesses espaços deixe de ser uma exceção e passe a ser a regra”. Essa declaração sublinha a luta por mais visibilidade e aceitação da comunidade LGBTQIA+ em todos os âmbitos da sociedade, utilizando a plataforma do Miss Brasil Gay como um poderoso veículo para essa mensagem.
O Legado e a Relevância do Miss Brasil Gay
O Miss Brasil Gay, criado em 1976 em Juiz de Fora pelo cabeleireiro Francisco Mota, carinhosamente conhecido como Chiquinho Mota, é mais do que um concurso de beleza; é um pilar da cultura LGBTQIA+ brasileira. Nascido da fusão entre o espírito carnavalesco e o travestismo artístico em plena ditadura militar, o evento se estabeleceu como um espaço de resistência, celebração e visibilidade em tempos de repressão.
Ao longo de suas edições, o concurso reúne representantes dos 26 estados e do Distrito Federal, que competem em diversas etapas, incluindo desfiles com trajes típicos e de gala, além de uma etapa de oratória. O processo seletivo é rigoroso, com 12 candidatas avançando para a semifinal e seis para a grande final, sendo uma das vagas definida por votação popular. Em 2007, o Miss Brasil Gay foi oficialmente reconhecido como patrimônio imaterial de Juiz de Fora, um testemunho de sua importância cultural e histórica.
A edição de 2026 foi particularmente especial, marcando os 50 anos desde a concepção do Miss Brasil Gay. A celebração contou com a presença de personalidades ilustres como Viviane Araújo e David Brazil, que abrilhantaram ainda mais o evento, reforçando seu status de grande espetáculo e plataforma de inclusão. A longevidade e o reconhecimento do concurso sublinham sua capacidade de se reinventar e continuar relevante, promovendo a arte drag e a diversidade em um cenário nacional.
Outras Premiações e Destaques da Edição
Além da classificação principal, o Miss Brasil Gay 2026 distribuiu prêmios em diversas categorias, reconhecendo talentos e aspectos específicos da performance das candidatas. Melissa Oliveira, representante de Mato Grosso, foi agraciada com o título de Miss pelo Júri Popular, demonstrando sua conexão com o público. Liandra Santana, de Rondônia, conquistou o título de Miss Simpatia, enquanto Wend Caster, do Rio de Janeiro, levou para casa o prêmio de Miss Fotogenia.
Nas categorias de traje, que são pontos altos do concurso, Allessa Paes, a grande vencedora, também se destacou. Ela garantiu o primeiro lugar tanto no Melhor Traje Típico quanto no Melhor Traje de Gala, evidenciando a excelência de suas produções. No Traje Típico, Sofia Smith, do Amapá, ficou em segundo lugar, seguida por Melissa Oliveira, de Mato Grosso. Já no Traje de Gala, Mary Miller, do Distrito Federal, conquistou a segunda posição, e Wend Caster, do Rio de Janeiro, a terceira, completando o quadro de honra dos trajes.
Essas premiações adicionais destacam a riqueza artística e a complexidade do Miss Brasil Gay, que valoriza não apenas a beleza, mas também a criatividade, a performance e a personalidade de cada candidata, consolidando o evento como uma vitrine para a arte drag brasileira. Para mais informações sobre o Miss Brasil Gay e outros eventos que celebram a diversidade, clique aqui.
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