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Funcionária é investigada por desviar R$ 500 mil de supermercado em Goiás

Uma investigação conduzida pela Polícia Civil de Goiás revelou um esquema de desvio de valores que teria causado um prejuízo estimado em R$ 500 mil a um supermercado localizado em Aparecida de Goiânia. A principal suspeita é uma funcionária de 22 anos, que, segundo as autoridades, utilizava o dinheiro para sustentar um padrão de vida incompatível com o seu salário mensal de aproximadamente R$ 3 mil.

Ostentação e gastos incompatíveis com a renda

O caso ganhou repercussão após a polícia identificar uma série de aquisições de alto valor realizadas pela jovem. Entre os bens listados pelos investigadores estão um carro zero-quilômetro, presenteado ao namorado, um aparelho celular de última geração avaliado em R$ 10 mil e uma tatuagem de R$ 5 mil. Além disso, o levantamento aponta gastos recorrentes com bebidas importadas e apostas em plataformas de jogos de azar, popularmente conhecidas como “Jogo do Tigrinho”.

O delegado Henrique Berocan, responsável pelo inquérito, destacou que a movimentação financeira da suspeita chamou a atenção pela frequência e pelos valores. A jovem realizava depósitos constantes, variando entre R$ 1 mil e R$ 2 mil, e chegou a exibir um saldo de cerca de R$ 60 mil em sua conta bancária para colegas de trabalho. A polícia agora busca determinar se o namorado da investigada tinha conhecimento da origem ilícita dos recursos, o que poderia levá-lo a responder por crimes como receptação ou lavagem de dinheiro.

A dinâmica do desvio e a descoberta da fraude

A fraude foi detectada após o proprietário do estabelecimento notar uma discrepância sistemática nos fechamentos de caixa, que apresentavam um déficit de cerca de 20%. Em uma análise detalhada, constatou-se que, em um único turno sob responsabilidade da funcionária, faltaram quase R$ 1,5 mil em espécie, valor que não foi repassado ao depósito da empresa.

Imagens de câmeras de segurança, que fazem parte do conjunto probatório, mostram a funcionária retirando cédulas durante o processo de fechamento do caixa. A suspeita é de que a prática ocorresse há pelo menos dois anos. Após o flagrante, a jovem apresentou justificativas contraditórias e solicitou demissão. A defesa da investigada, em nota enviada à TV Anhanguera, negou as acusações e afirmou que contestará os fatos na esfera judicial.

Próximos passos da investigação policial

A Polícia Civil solicitou a quebra do sigilo bancário da suspeita para mapear o fluxo financeiro completo e identificar o destino final de todo o montante desviado. Embora a estimativa inicial seja de R$ 500 mil, os investigadores não descartam que o prejuízo total possa atingir a marca de R$ 1 milhão, dependendo do período exato em que as retiradas foram efetuadas.

A jovem chegou a ser detida na última segunda-feira (10), mas foi liberada após passar por audiência de custódia. Ela responde pelo crime de furto qualificado mediante fraude. O caso segue sob apuração para que a polícia possa recuperar possíveis bens adquiridos com o dinheiro desviado e consolidar as provas necessárias para o oferecimento da denúncia pelo Ministério Público.

O Parlamento mantém o compromisso de acompanhar os desdobramentos deste caso, trazendo informações apuradas e contextualizadas sobre segurança pública e criminalidade. Continue acompanhando nossa cobertura para se manter atualizado sobre este e outros temas de relevância regional.

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