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Amelie Voigt Trejes: a brasileira de 20 anos que figura como a segunda jovem mais rica do mundo

Aos 20 anos, a brasileira Amelie Voigt Trejes alcançou um patamar de destaque global, figurando entre os jovens mais ricos do mundo. Com um patrimônio estimado em R$ 3,4 bilhões, sua fortuna não apenas impressiona pelo volume, mas também pela origem: a ligação familiar com a WEG, uma das maiores fabricantes de equipamentos elétricos do planeta. A história de Amelie é um reflexo do sucesso de uma empresa que nasceu em Santa Catarina e se transformou em uma gigante multinacional, gerando riqueza para seus fundadores e descendentes.

A ascensão de Amelie ao seleto grupo de jovens bilionários chama a atenção para o dinamismo do mercado brasileiro e a capacidade de empresas nacionais de se projetarem internacionalmente. Sua posição no ranking global, atrás apenas do alemão Johannes von Baumbach, de 19 anos, sublinha a relevância do capital familiar e do legado empresarial na formação de grandes fortunas.

A Trajetória de Sucesso da WEG: De Jaraguá do Sul ao Mundo

A história da fortuna de Amelie Voigt Trejes está intrinsecamente ligada à trajetória da WEG, uma empresa que começou de forma modesta em 1961, na cidade de Jaraguá do Sul, em Santa Catarina. Fundada por um eletricista, um administrador e um mecânico, a empresa inicialmente se chamava Eletromotores Jaraguá e concentrava sua produção em motores elétricos. A união das iniciais dos sobrenomes dos fundadores daria origem, mais tarde, à marca WEG, que se tornaria sinônimo de inovação e qualidade no setor.

A partir dos anos 1980, a companhia iniciou uma fase crucial de diversificação. Além dos motores elétricos, a WEG expandiu seu portfólio para incluir componentes eletroeletrônicos, automação industrial, transformadores, tintas e vernizes industriais. Essa estratégia foi fundamental para a ampliação dos negócios e para a posterior internacionalização da empresa, que buscava novos mercados e tecnologias.

O Império Global e Seus Números Impressionantes

Atualmente, a WEG é um verdadeiro império global. A empresa mantém operações industriais em 18 países e possui presença comercial em mais de 135 nações, empregando mais de 49 mil funcionários em todo o mundo. Seus produtos e soluções atendem a uma vasta gama de setores, incluindo indústria, energia, mineração, infraestrutura, agronegócio e mobilidade elétrica.

Os números da WEG são um testemunho de seu crescimento exponencial. A companhia fabrica mais de 19 milhões de motores por ano e possui um portfólio com mais de 1.500 linhas de produtos. Em 2025, a empresa registrou uma receita líquida impressionante de R$ 40,8 bilhões, com aproximadamente 60% desse valor proveniente dos mercados externos. Essa performance financeira robusta é a base para a valorização das ações da companhia e, consequentemente, para a formação dos grandes patrimônios familiares.

A Geração de Bilionários e a Herança Familiar

A fortuna de Amelie Voigt Trejes, assim como a de outros membros de sua família, está diretamente relacionada à participação acionária na WEG. Ela recebeu ações da companhia, assim como seus irmãos Pedro e Felipe Voigt Trejes, ambos de 23 anos, que possuem fortunas estimadas em cerca de R$ 3,6 bilhões cada, segundo levantamento citado pelo Diário do Comércio. Outro nome de destaque na família é Lívia Voigt, também de 20 anos, cujo patrimônio é ainda maior, estimado em R$ 6,6 bilhões, igualmente ligado à WEG.

Essa concentração de riqueza em uma mesma família, proveniente de uma empresa com raízes brasileiras, ilustra o impacto duradouro do empreendedorismo e da visão de negócios dos fundadores. A valorização contínua da WEG no mercado global de capitais contribui para consolidar essas fortunas, colocando jovens herdeiros brasileiros em destaque no cenário financeiro internacional.

Amelie Voigt Trejes no Cenário Global da Riqueza Jovem

A posição de Amelie como a segunda jovem mais rica do mundo, aos 20 anos, é um feito notável que a coloca ao lado de outros herdeiros de grandes impérios globais. Sua história ressalta a importância do legado familiar e da gestão estratégica de empresas que conseguem se adaptar e prosperar em um mercado cada vez mais competitivo e globalizado. O caso da família Voigt Trejes com a WEG é um exemplo de como o sucesso empresarial pode gerar um impacto financeiro multigeneracional, moldando o cenário da riqueza global.

Para o Brasil, a presença de jovens como Amelie e Lívia Voigt entre os mais ricos do mundo também simboliza a força da indústria nacional e sua capacidade de competir em escala global. A trajetória da WEG, de uma pequena fábrica em Santa Catarina a uma multinacional de ponta, é um testemunho do potencial econômico do país e da visão de seus empreendedores.

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