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Técnica de enfermagem é demitida por justa causa após gravar trend em hospital de Goiás

O impacto das redes sociais na rotina hospitalar

Uma técnica de enfermagem, com 25 anos de experiência na área da saúde, foi demitida por justa causa após publicar um vídeo de uma trend gravado dentro de um hospital em Jataí, no sudoeste de Goiás. O caso, que ganhou repercussão nas redes sociais, levanta debates sobre os limites entre a exposição da rotina profissional e as normas de conduta exigidas por instituições hospitalares.

O vídeo, registrado no dia 27 de julho, mostra a equipe de emergência durante um plantão ao som da música “Baile do VJ”. Segundo a profissional, Sirlany Maria de Souza, o conteúdo tinha o objetivo de registrar o cotidiano de trabalho, sem expor pacientes ou áreas restritas de atendimento. A publicação alcançou mais de 120 mil visualizações no Instagram antes de ser alvo de medidas disciplinares.

A justificativa para a rescisão contratual

Três dias após a postagem, a profissional foi comunicada de sua demissão. De acordo com o relato de Sirlany, a gerência de recursos humanos da unidade justificou a decisão alegando que o hospital não compactua com repercussões que possam gerar um aspecto negativo para a imagem da instituição. A técnica, que atuava na unidade há 20 anos, classificou a medida como uma injustiça.

Em nota oficial, o hospital informou que adota medidas disciplinares sempre que há comprovação de condutas incompatíveis com as normas institucionais, princípios éticos e obrigações profissionais. A unidade reforçou que atua em conformidade com a legislação vigente e os procedimentos internos, optando por não comentar detalhes específicos de casos individuais para preservar a privacidade e a confidencialidade.

Repercussão e normas de conduta

O episódio reacende a discussão sobre o uso de plataformas digitais por profissionais da saúde em ambientes de trabalho. Enquanto muitos utilizam as redes para humanizar a profissão, as instituições frequentemente endurecem as políticas internas para evitar riscos à reputação ou eventuais violações de privacidade. O Conselho Regional de Enfermagem de Goiás (Coren-GO) foi procurado para comentar o caso, mas não houve retorno até o momento.

Após o desligamento, Sirlany relatou ter recebido propostas de trabalho, inclusive de uma médica que se solidarizou com a situação. Atualmente, a profissional já está inserida em uma nova oportunidade, atuando em uma clínica de estética. O caso serve como um alerta sobre a necessidade de cautela e conhecimento das diretrizes de compliance em hospitais e clínicas, onde a exposição digital pode ter consequências diretas na carreira.

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Para mais informações sobre o cenário da saúde no Brasil, consulte o portal oficial do Ministério da Saúde.

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