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Família de locutor e cuidadora mortos em Cromínia clama por justiça e busca suspeito

A comunidade de Cromínia, no sul de Goiás, foi abalada por um duplo homicídio que tirou a vida do locutor de rádio Célio Pereira da Silva, de 66 anos, e de sua namorada, a cuidadora de idosos Lucivane Batista Tavares, de 50 anos. O crime, ocorrido em agosto, chocou a região e mobilizou a polícia na busca por Aldair Alves Sobrinho, de 57 anos, ex-marido de Lucivane e principal suspeito. Em meio à dor e ao luto, a família das vítimas, especialmente a filha de Célio, Geanine Pereira, expressa um desejo veemente por justiça.

Geanine Pereira, em entrevista à TV Anhanguera, compartilhou a angústia da família e a esperança de que o responsável seja punido. “A gente quer justiça. E eu acredito nela. Esse covarde vai ser achado. Não vai ficar impune”, afirmou, referindo-se a Aldair Alves Sobrinho. A declaração reflete o sentimento de indignação e a busca por respostas diante da brutalidade do ocorrido.

A Tragédia em Cromínia e o Clamor por Justiça

O ataque fatal aconteceu na noite de 1º de agosto, na residência de Lucivane, localizada na zona rural de Cromínia. Câmeras de segurança registraram momentos de alegria e descontração do casal, que dançava na área externa da casa pouco antes da agressão. Célio e Lucivane, que namoravam há cerca de quatro meses, viviam um período de felicidade, conforme relatado por Geanine Pereira, que destacou a alegria do pai com o novo relacionamento.

A vida dos dois foi interrompida por golpes de faca desferidos pelo ex-marido de Lucivane. Célio Pereira da Silva, conhecido locutor da região, faleceu no local ao tentar defender a companheira. Lucivane Batista Tavares, gravemente ferida, foi socorrida e internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital de Urgências de Goiás (HUGO), em Goiânia, mas infelizmente não resistiu aos ferimentos e morreu na noite de 4 de agosto, três dias após o ataque.

Antecedentes de Violência e a Medida Protetiva Ignorada

O histórico do relacionamento entre Lucivane e Aldair Alves Sobrinho é marcado por violência. Após um casamento de mais de 30 anos, a separação foi motivada pelo comportamento agressivo de Aldair, que não aceitava o fim da união. Lucivane, buscando proteção, havia obtido uma medida protetiva contra o ex-marido, concedida pela Justiça em 2025. Essa medida proibia Aldair de se aproximar, manter contato ou acessar a residência da vítima.

Apesar da ordem judicial, Aldair descumpriu a medida protetiva em outras ocasiões. De acordo com o delegado Leylton Barros, responsável pela investigação do homicídio em Cromínia, o suspeito chegou a ser preso este ano por violar a determinação, mas foi posteriormente liberado. “Ele saiu da cadeia e tomou conhecimento que a companheira estava se relacionando com uma nova pessoa, que seria esse locutor, e planejou esse crime”, explicou o delegado, evidenciando a premeditação do ato.

Geanine Pereira descreveu Lucivane como uma mulher muito trabalhadora e “sofrida”, o que, segundo ela, foi um dos motivos para a separação do ex-marido. A fragilidade da proteção oferecida pela medida protetiva e a reincidência do agressor levantam questões cruciais sobre a eficácia das leis e a necessidade de um monitoramento mais rigoroso em casos de violência doméstica.

A Luta pela Vida e o Luto das Famílias

A internação de Lucivane no HUGO foi acompanhada de perto por seu filho, o personal trainer Marcos Batista. Em suas redes sociais, Marcos compartilhou a dor da perda e a última foto que tirou com a mãe, comovendo seus seguidores. “Naquele momento, eu não imaginei que ela se tornaria uma das lembranças mais preciosas da minha vida”, escreveu, expressando o profundo luto e a saudade.

A morte de Lucivane, somada à de Célio, deixou um vazio imenso nas famílias e na comunidade. Ambos eram pessoas queridas e respeitadas em Cromínia. O caso ressalta a urgência de combater a violência contra a mulher e a importância de garantir que medidas protetivas sejam efetivamente cumpridas, evitando que tragédias como essa se repitam.

A Busca pelo Suspeito e o Desafio da Justiça

Aldair Alves Sobrinho fugiu após o crime e está sendo ativamente procurado pela polícia. A mobilização das forças de segurança é intensa, e a expectativa é que ele seja capturado para responder pelos seus atos. A prisão do suspeito é vista pelas famílias como um passo fundamental para que a justiça seja feita e para que a memória de Célio e Lucivane seja honrada.

Este caso trágico em Cromínia é um lembrete doloroso dos perigos da violência doméstica e da necessidade de uma rede de apoio e proteção mais robusta para as vítimas. A sociedade e as autoridades precisam estar atentas aos sinais e garantir que a impunidade não prevaleça, reforçando a confiança nas instituições e na capacidade do sistema judiciário de proteger os cidadãos. Para mais informações sobre como denunciar casos de violência doméstica, acesse o site do Ministério da Mulher.

O Parlamento continuará acompanhando de perto os desdobramentos deste caso, trazendo as informações mais recentes e contextualizadas para nossos leitores. Mantenha-se informado sobre este e outros temas relevantes, reforçando nosso compromisso com a informação de qualidade e a análise aprofundada dos fatos que impactam a sociedade.

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