Goiás

Atlético-go: presidente Adson Batista pede desculpas por torcedor autista barrado no Accioly

A cena de um jovem torcedor autista sendo impedido de entrar no Estádio Antônio Accioly, em Goiânia, por usar um short verde, gerou indignação e um pedido público de desculpas do presidente do Atlético-GO, Adson Batista. O incidente, ocorrido na última segunda-feira (27) durante a partida contra o CRB, trouxe à tona discussões importantes sobre acessibilidade e inclusão nos estádios de futebol brasileiros. A repercussão do caso, inicialmente veiculada pela Rádio Bandeirantes Goiânia, levou o dirigente a intervir e prometer que tal situação não se repetirá.

O incidente com o torcedor autista no Estádio Antônio Accioly

O protagonista da lamentável situação foi João Miguel, um jovem torcedor autista do Atlético-GO que, acompanhado de seu avô, Francisco, tentava acessar o estádio para assistir ao jogo do seu time. A barreira, segundo o relato do avô à Rádio Bandeirantes, foi imposta por seguranças devido à cor do short de João Miguel, que era verde. Mesmo com a criança identificada como autista e vestindo a camisa do próprio Atlético, além de um crachá de identificação, a entrada foi negada. Francisco expressou sua revolta, descrevendo a atitude como uma “grande sacanagem” e um “crime contra as pessoas”, tendo que comprar outra peça de roupa preta para que o neto pudesse entrar.

A resposta do presidente Adson Batista

Ao tomar conhecimento do ocorrido, o presidente Adson Batista agiu prontamente, segundo ele. Em declaração após a vitória do Dragão por 3 a 1, Batista afirmou que não estava ciente do incidente no momento em que aconteceu e que a ordem para barrar o torcedor não partiu dele. “Eu vou ser sincero, eu nem estava sabendo desse caso, eu assumo minhas responsabilidades. Depois que eu fiquei sabendo eu mandei liberar na hora e um monte de gente entrou”, disse o presidente. Ele fez questão de pedir desculpas a João Miguel e seu pai, garantindo que o episódio não se repetirá no Accioly. Adson enfatizou que a proibição de cores de roupas é uma “tremenda bobagem”, ressaltando que apenas camisas de clubes rivais são barradas para evitar conflitos e garantir a segurança, um ponto no qual o clube investe significativamente.

Repercussão e o debate sobre inclusão no futebol

O caso de João Miguel não é isolado e acende um alerta sobre a necessidade de maior conscientização e treinamento para equipes de segurança e atendimento em eventos esportivos. A barreira imposta a um torcedor por algo tão trivial como a cor de uma peça de roupa, especialmente quando se trata de uma criança com Transtorno do Espectro Autista (TEA), evidencia a falta de preparo para lidar com a diversidade do público. A inclusão de pessoas com autismo em ambientes como estádios exige sensibilidade e políticas claras, que vão além das regras básicas de segurança. É fundamental que os clubes de futebol, como importantes agentes sociais, promovam ambientes verdadeiramente acolhedores, onde todos os torcedores se sintam seguros e bem-vindos, independentemente de suas condições ou escolhas de vestuário, desde que não infrinjam normas claras de convivência e segurança. A visibilidade do crachá de autista, ignorada no incidente, sublinha a urgência de capacitação para reconhecer e respeitar as necessidades especiais. Para mais informações sobre o autismo e a importância da inclusão, você pode consultar fontes confiáveis como a Associação Brasileira de Autismo.

O compromisso com a não repetição

A promessa de Adson Batista de que o incidente “não vai repetir” carrega a expectativa de mudanças concretas. Isso implica em uma revisão das diretrizes de segurança e atendimento, com foco na sensibilização e treinamento dos funcionários para lidar com situações que envolvem pessoas com deficiência, como o autismo. A garantia de um ambiente mais inclusivo nos estádios de futebol é um passo essencial para que o esporte cumpra seu papel social de unir e integrar, e não de excluir. A atitude do presidente do Atlético-GO, ao reconhecer o erro e se desculpar publicamente, é um movimento importante, mas deve ser acompanhada de ações efetivas para que a experiência de João Miguel e de outros torcedores especiais seja sempre positiva e livre de constrangimentos.

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