Motorista de aplicativo é acusada de aplicar golpe de R$ 239 em passageiro cego

Um caso de abuso de confiança e possível fraude envolvendo transporte por aplicativo chocou os moradores de Goiânia. Uma motorista é suspeita de cobrar o valor de R$ 239,00 de um passageiro cego em uma corrida que, originalmente, custaria apenas R$ 10,61. A vítima, que não teve a identidade revelada, percebeu a irregularidade apenas ao chegar em sua residência, no Setor Sudoeste, com o auxílio de um vizinho.
A dinâmica do golpe com uso de maquininha
O passageiro relatou que costuma realizar o pagamento das viagens diretamente pelo aplicativo, utilizando o cartão de crédito cadastrado na plataforma, justamente para evitar qualquer tipo de transtorno. No entanto, ao chegar ao destino final, a condutora alegou que a corrida não havia sido quitada pelo sistema e insistiu para que o pagamento fosse realizado por meio de uma máquina de cartões de sua propriedade.
Mesmo diante da tentativa da vítima em oferecer outras formas de pagamento, como um Pix, a motorista teria dificultado o processo, alegando que a chave seria complexa demais para o passageiro. Sob pressão e temendo uma reação agressiva da condutora, o homem cedeu e passou o cartão no dispositivo oferecido por ela. O valor debitado foi quase 23 vezes superior ao preço real da viagem realizada em 20 de julho.
Desdobramentos jurídicos e medidas das plataformas
Após descobrir a fraude, a vítima buscou auxílio para registrar um boletim de ocorrência e reportou o incidente tanto à operadora do cartão quanto ao aplicativo de mobilidade urbana. A motorista chegou a ser detida pelas autoridades, mas foi liberada após passar por uma audiência de custódia, conforme informações apuradas pela TV Anhanguera.
Em nota, a Uber informou que lamenta profundamente o ocorrido e confirmou que a conta da motorista parceira foi permanentemente desativada da plataforma. A empresa destacou que está à disposição das autoridades competentes para colaborar com as investigações policiais em curso. O caso levanta um alerta sobre a segurança de passageiros com deficiência visual, que se tornam alvos mais frequentes de abordagens mal-intencionadas.
Impacto psicológico e vulnerabilidade social
O passageiro, em entrevista, expressou o sentimento de insegurança gerado pela situação. “A nossa vida assim é muito vulnerável a qualquer coisa. Querendo ou não, você fica agora com receio de andar”, desabafou. Apesar do trauma, ele reforçou a necessidade de manter sua rotina e buscar superar os obstáculos impostos pela insegurança e pela condição de deficiência.
O Parlamento segue acompanhando o desdobramento deste caso e as investigações sobre a conduta da motorista. Continue acompanhando nosso portal para se manter informado sobre temas de relevância social, segurança pública e direitos do consumidor, sempre com o compromisso de trazer um jornalismo sério e contextualizado para você.




