Goiás

Goiás registra queda de quase 65% em mortes violentas na última década

O estado de Goiás consolidou, ao longo dos últimos dez anos, uma mudança significativa em seus indicadores de criminalidade. Segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2026, divulgado nesta quinta-feira (23/7), o território goiano apresentou uma redução de 64,2% na taxa de Mortes Violentas Intencionais (MVI) entre 2015 e 2025. O recuo coloca o estado em uma posição de destaque no cenário nacional, refletindo uma tendência de queda contínua que transformou o perfil da segurança pública regional.

A trajetória da redução da violência letal

Os números revelam uma transformação expressiva na realidade local. Em 2015, a taxa de mortes violentas era de 46,1 por 100 mil habitantes. Ao final da série histórica, em 2025, esse índice caiu para 16,5. Em termos absolutos, a diferença é ainda mais clara: o estado deixou de registrar 3.054 vítimas, em 2015, para 1.222, em 2025. Isso representa 1.832 vidas preservadas na comparação direta entre o início e o fim do período analisado.

A série histórica demonstra que o declínio não foi um evento isolado, mas um processo gradual. Após o índice de 46,1 em 2015, o estado manteve patamares próximos a 39 mortes por 100 mil habitantes até 2018. A partir de 2019, houve uma aceleração na queda, com marcas sucessivas de 32,3, 31,3 e 26,1 nos anos subsequentes, atingindo o menor patamar da década em 2025.

Comparativo com o cenário nacional

Para contextualizar o desempenho de Goiás, é preciso observar os dados do Brasil. No mesmo ano de 2025, o país contabilizou 40.775 Mortes Violentas Intencionais, atingindo uma taxa nacional de 19,1 mortes por 100 mil habitantes. Com o índice de 16,5, Goiás posiciona-se abaixo da média brasileira, consolidando uma melhoria que supera a dinâmica observada em diversas outras unidades da federação.

A metodologia utilizada para este levantamento segue os critérios do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP). O indicador de Mortes Violentas Intencionais é considerado o mais preciso para mensurar a violência letal, pois agrupa homicídios dolosos, feminicídios, latrocínios, lesões corporais seguidas de morte e óbitos decorrentes de intervenção policial, tanto em serviço quanto fora dele.

Metodologia e impacto social

A adoção do conceito de MVI pelo FBSP, desde 2013, permitiu que gestores e pesquisadores tivessem uma visão mais holística sobre a criminalidade. Ao agregar diferentes naturezas de crimes violentos, a métrica evita distorções e oferece um retrato fiel da intencionalidade por trás das mortes. Esse rigor técnico é fundamental para a formulação de políticas públicas que visam não apenas o combate ao crime, mas a preservação da vida.

A queda expressiva em Goiás levanta debates sobre as estratégias de policiamento, o investimento em inteligência e a integração entre as forças de segurança. O resultado alcançado ao longo desta década serve como um termômetro importante para a sociedade goiana, que observa uma mudança no cotidiano das cidades. O Parlamento continua acompanhando os desdobramentos dos indicadores de segurança em todo o país, trazendo análises aprofundadas sobre os desafios e avanços do setor. Siga conosco para mais informações relevantes e atualizadas.

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